segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ponto 2 Velhice: Detereoração ou novo desafio?

http://www.slideshare.net/liliana39/velhice-4365915

efólio C Ponto 1: Integração Profissional para jovens adultos

1. O Projecto ”X” pretende integrar, em contexto laboral, jovens dos 18 aos 30 anos, promovendo competências profissionais específicas, mas também competências pessoais e sociais apropriadas.
Esta faixa populacional encontra-se numa fase do ciclo de desenvolvimento humano caracterizada pelo início da integração profissional, consolidação da autonomia e perspectiva de uma construção familiar futura.
É o início de um percurso multidimensional, atravessado por necessidades de exploração, criatividade e comunicação (Tavares et al, 2007), que uma sólida formação profissional integrada com outros domínios formativos proporcionará.
No domínio psico-social, segundo Erikson, o jovem adulto encontra-se na fase de consolidação da sua identidade, através da construção de uma relação de intimidade, natural e necessária ao seu desenvolvimento.
Está prestes a assumir novos papéis sociais em múltiplos contextos e, por consequência, múltiplas e novas responsabilidades.
Fundamental, portanto, a acompanhar a formação específica no domínio profissional, receber também uma formação que lhe permita uma sustentação pessoal e social, capaz de enfrentar os novos desafios que o estatuto de adulto integrado na sociedade lhe oferece.
Uma reestruturação ao nível do auto-conceito, de um maior conhecimento de si próprio e ao nível das relações interpessoais são objectivos necessários para o seu desenvolvimento e assunção de novos estatutos. Esta formação pretende desenvolver competências baseadas, fundamentalmente, nos vectores de desenvolvimento, definidos por Chickering, próprios desta fase: 1) tornar-se competente; 2) dominar as emoções; 3) desenvolver a autonomia 4) estabelecer a identidade; 5) promover relacionamentos interpessoais; 6) desenvolver valores e ideias; 7) promover a integridade pessoal e social. (Tavares et al, 2007: 87)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

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sexta-feira, 26 de março de 2010

E-fólio A Parte B (continuação)

5. Eu reconheço que o desenvolvimento humano é influenciado por múltiplos factores, numa perspectiva global e interactiva. Os dois conceitos têm, por isso, importância igual.
Por um lado, tendo o indivíduo uma componente biológica na sua estrutura e sendo essa componente o instrumento de acção sobre o meio, não se pode negar a sua importância, na medida em que os caracteres genéticos poderão condicionar essa acção e, por consequência, o desenvolvimento, por muito que se adeque o contexto e se multipliquem os estímulos. É o caso, por exemplo, dos indíviduos portadores de deficiência mental ou outras patologias.
No entanto, o meio é fundamental e detrminante para o desenvolvimento, nas suas componentes emocionais e cognitivas. A escassez alimentar de certas crianças e a sua relação com as dificuldades de aprendizagem atestam-no. Mesmo no caso de limitações genéticas ou lesões cerebrais, uma estimulação adequada e persistente têm os seus resultados. Estudos recentes sobre o desenvolvimento emocional (Gottman, 2000) demonstram como o tipo de orientação emocional e a natureza do relacionamento afectivo no contexto familiar influem no comportamento emocional, social e até no desempenho cognitivo da criança. Finalmente, referencio ainda Tedesco (1999) que, na sua obra O Novo Pacto Social, explica como é que as transformações sociais e culturais, no contexto familiar, têm contribuído para uma alteração progressiva do comportamento típico da infância a que estávamos habituados.

6. 1ª afirmação: discordo / 2ª afirmação: concordo muito / 3ª afirmação: discordo / 4ª afirmação: discordo muito / 5ª afirmação: discordo muito / 6ª afirmação: concordo

E-fólio A Parte B

1. O conceito Nature aplica-se nesta análise, na medida em que as diferentes espécies obdecem a ritmos específicos de maturação fisiológica. Certas aquisições estão estreitamente relacionadas com o nível de maturação fisiológica, cujo ritmo depende da configuração genética da espécie.

2. Os estudos de Goddard tentaram provar a influência da herança genética, na medida em que a "rapariga demente", ou seja, portadora de alguma deficiência mental, foi incapaz de gerar uma descendência de "qualidade", cujos elementos demonstrassem ter algum valor intelectual e comportamental. Ao contrário, os "bons" Kallikak, foram-no, porque derivavam de um património genético saudável.

3. Watson foi o fundador da teoria behaviorista ou comportamentalista que preconiza ser o comportamento do indivíduo o resultado exlusivo dos estímulos provenientes do meio em que está inserido. Esta afirmação espelha a sua convicção de que através do processo estímulo-resposta é possível moldar o desenvolvimento comportamental de cada indivíduo, bem como as suas aptidões.

4. Os defensores da hereditariedade argumentariam que a criança evoluiu de acordo com as possibilidades impressas na sua estrutura genética, não evoluindo mais, precisamente, porque a sua estrutura não lhe permitia. Os defensores do meio ambiente argumentariam que os progressos conseguidos deveram-se aos estímulos organizados e aplicados pela equipa do Dr. Itard. Até o atraso observado, no momento em que a encontraram, demonstra a relevancia dos estímulos ambientais pois, até à data, o historial da criança era caracterizado por total ausencia de estímulos especificamente humanos.

E-fólio A Parte A

A Psicologia do Desenvolvimento é a área das ciências sociais que tem como objecto de estudo o desenvolvimento humano, inicialmente incidindo no período da infância e adolescência, actualmente abarcando todas as etapas do ciclo de vida.
Hoje, considera-se que o desenvolvimento humano resulta da interacção de múltiplos factores: psicológicos, biológicos, maturacionais, sociais, culturais. É um processo que se inicia no momento da concepção e evolui ao longo de todo o ciclo de vida, constituindo-se por mudanças ocorridas na estrutura do sujeito, no seu pensamento e comportamento, num fenómeno progressivo, contínuo, acumulativo, exigindo uma crescente reorganização interna. (Tavares et al, 2007)
Nesse estudo, importa reter a noção de estádio como sendo uma "estrutura interna com características próprias, determinante na evolução humana", na medida em que permite uma "adptação cada vez melhor do sujeito ao meio". (Tavares et al, 2007: 34).
A questão primordial, nesta área, tem sido, sobretudo, definir qual dos factores é mais determinante para o desenvolvimento humano: o meio ambiente ou a herediotariedade? Nurture ou Nature, respectivamente? A inclinação dos investigadores para cada um dos pratos da balança corresponde, naturalmente, a abordagens diferentes de estudo e de teorização.
A abordagem maturacionista preconiza o desenvolvimento humano de acordo com uma predeterminação genética, recebida pela hereditariedade, concretizando-se, naturalmente, pela maturação fisiológica. Há um determinismo genético em todas as características pessoais.
A abordagem behaviorista, preconiza o desenvolvimento como resultado dos factores ambientais, subvalorizando os genéticos. Há um determinismo ambiental.
A abordagem interaccionista valoriza os dois tipos de factores numa perspectiva interactiva e globalizante, já que o homem é visto como uma unidade biopsicosocial. É a abordagem preconizada no presente.
Diferentes teorias têm emergido no seio destas abordagens, num processo dinâmico, já que cada sistema também evolui, com o acréscimo de novos dados e novas perspectivas de quem o preconiza. Cada teoria define-se por um enfoque específico ao tema.
temos as teorias psicanalíticas, sendo Freud e Erikson os principais representantes. Estas interpretam o desenvolvimento humano a partir de impulsos internos, a maioria inconscientes e irracionais e segundo estádios. Freud, fundador da teoria, focalizou-a na evolução psicosexual (dividindo-a em cinco estádios) e nos conflitos mentais inconscientes originados na infãncia. Já Erikson fez corresponder o desenvolvimento humano a uma evolução de natureza psicossocial, evolução que se processa ao longo de toda a vida (pioneiro), dividindo-a em 8 estádios, influenciados por múltiplos factores.
A teroria behaviorista foca-se apenas nos comportamentos observáveis. Nega as ideias inatas e salienta o ambiente como único responsável por qualquer característica pessoal, através dos condicionamentos clássico e operante.
A teoria cognitivista, cujos representantes temos Piaget e Vigotsky, defende um processo dinâmico entre o organismo e o meio no fenómeno da aprendizagem, decorrendo mudanças nas estruturas do conhecimento, como resultado da presença de mecanismos de adaptação. A interacção é essencial e o sujeito é um agente activo na construção do conhecimento (construtivismo). Piaget estudou o desenvolvimento cognitivo e dividiu-o, também, em estádios progressivos, segundo determinados princípios.
A teoria humanista defende uma visão holística da personalidade e aparece em meados do sec. XX, numa atitude de rejeição a todo o tipo de detreminismo. "Enfatiza a consciência como um processo básico para o desenvolvimento, maximizando o potencial do ser humano" (Tavares et al, 2007: 39) Preconiza a espontaneidade, a autodeterminação e a criatividade existente em todos os seres humanos como determinantes no processo de desenvolvimento. É o seu principal representante Abraham Maslow.

terça-feira, 9 de março de 2010

Contributo da psicologia do desenvolvimento para o meu trabalho como técnica de educação

Sendo a psicologia do desenvolvimento o estudo da génese e da evolução dos processos psicológicos ao longo da vida e na medida em que esse desenvolvimento é, hoje, reconhecido como existente ao longo de toda a vida, ultrapassando o período da infância/adolescência, considero que o seu estudo ajuda o técnico de educação em duas vertentes principais:
- Por um lado, no conhecimento dos vários factores determinantes para o desenvolvimento do indivíduo durante o período da infância, abrangendo não só as várias fases de maturação biológica, mas também a influência das diversas experiências sociais, culturais e emocionais.
- Por outro lado, no conhecimento que o técnico elabora de si mesmo, proporcionado por uma reflexão analítica, crítica, cientifíca, pragamática, dos processos desenvolvidos ao longo da sua vida, do papel exercido por influências várias, mas também de um conhecimento mais preciso da sua estrutura, das potencialidades ou fragilidades que o integram como individuo e da relação dialéctica de ambas as partes.
É claro que o estudo teórico abrange o período da vida humana até à fase da velhice e é necessário esse conhecimento ao técnico de educação, na medida em que o seu campo de acção é, hoje, alargado a diversos contextos, objectivos e faixas etárias. Destaquei a infância porque continua a ser o período mais sensível e plasticizante do desenvolvimento humano, chave de compreensão para o comportamento adulto e fase de maior intervenção dos agentes educativos.
Considero, também, a auto-análise e o auto-conhecimento por parte do técnico de educação imprescindível no processo educativo e no desenvolvimento de competências adequadas, desenvolvimento esse que é progressivo e contínuo. A noção mais alargada do desenvolvimento humano, um conhecimento mais profundo e reflectido de si mesmo, contribuiem para uma visão mais justa e optimista diante das dificuldades, potenciando o dinamismo, a reflexão e a flexibilidade necessários ao processo ensino-aprendizagem, acreditando nas potencialidades de ambos os lados (aluno/professor).
LilianaH